terça-feira, 9 de agosto de 2011

PALAVRA DE VIDA
A vontade de vosso Pai... (Mt 18, 1-5.10.12-14)
Todo dia, ao rezar o Pai-Nosso, nós repetimos com Jesus: “Seja feita a vossa vontade, assim na terra como nos céus”. E qual é a “vontade” de Deus? O Evangelho nos dá a resposta: “...que não se perca nenhum destes pequeninos”. (Cf. Mt 18, 14.) Criados para a vida eterna, foi para evitar nossa perdição que o Filho se fez carne, padeceu e morreu por nós. Se, mesmo assim, depois de tanto sacrifício, ainda viéssemos a nos perder, todo esse amor seria desperdiçado!

São João também ensina: “A tal ponto Deus amou o mundo, que lhe entregou o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3, 16.) E Jesus sempre alimentou a mesma esperança: “Quando eu for erguido, atrairei todos a mim”. (Jo 12, 32.)

Os santos foram sensíveis a essa “vontade” de Deus. Vontade de salvar, de não perder os filhos. Por isso S. Luís Maria G. de Montfort peregrinava pela França, em permanente missão, livrando os pecadores da escravidão espiritual. Por isso S. Francisco Xavier atravessou oceanos e morreu no Oriente, na ânsia de anunciar a Boa Nova. Por isso monjas contemplativas dedicam sua vida à oração, intercedendo pelos missionários da linha de frente. Em todos, o mesmo desejo: fazer a vontade de Deus e ajudar a recuperar a centésima ovelha...

Isto leva a uma reflexão pessoal: entre os objetivos de minha vida está o de salvar almas? Colaboro com Cristo para que muitos o conheçam, venham a amá-lo e, assim, experimentem a vida eterna? Sou um cristão missionário? Claro que não preciso ir à África ou às Índias para ser um missionário! Nosso lar pode ser terra de missão. Missionária é a esposa que convida o marido a rezar e, juntos, pedem as luzes do Espírito Santo para as decisões que ele deve tomar em sua empresa. Missionário é o marido que percebe a esposa triste, desanimada, um tanto depressiva, e lê para ela um salmo de confiança em Deus. Missionários são os pais que cuidam pessoalmente da catequese dos filhos, transmitindo-lhes o maior tesouro da família: a fé.

Pena que nossos lares vão-se transformando em terra de pagãos. Em lugar de preces, maldições. Em vez de sacrifícios, lazer. Em vez do Evangelho, a TV. E os efeitos dessas opções mostram-se, depois, no comportamento dos filhos, na infidelidade dos pais, na fragilidade dos casamentos.

Quando começaremos a salvar os pequeninos de Deus?

Orai sem cessar: “Com Deus realizaremos façanhas!” (Sl 108 [107], 14)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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