28/10/2015
– Pela porta estreita... (Lc
13,22-30)
No entanto, está bem claro que nós
precisamos cooperar com a misericórdia, fazendo uma “forcinha”, pois a tal
porta é bem estreita, adverte Jesus. Em outra parábola, contada para servir de
alerta aos ricos, Jesus disse que tal entrada podia ser comparada à proeza de
um camelo que passasse pelo buraco de uma agulha. Notável esforço para um bicho
tão pesado, corcovado, desajeitado! Quando perguntam ao Mestre se ‘são poucos
os que entram’, ele parece se esquivar da questão. Não obstante, em várias
passagens do Evangelho, está muito claro que Deus quer a salvação de todos.
“Quando eu for erguido, atrairei todos a mim.” (Jo 12,32.) Entretanto,
Jesus não ilude a ninguém a respeito do caminho estreito...
Bem podemos nos iludir se escolhemos
as estradas largas deste mundo, feitas de comodismos e preferências, prazeres e
lazeres, acumulações e poderes – tudo no plural! Ao contrário, nossos amigos,
os santos, já nos apontaram a trilha na direção oposta: trabalho e disciplina,
serviço aos pequeninos, amor ao próximo, obediência a Deus.
Mas, acima de tudo, que brote de
nosso coração um brado continuado: “Abre-nos, Senhor!” Afinal, o desejo do céu
já é um começo do céu... O próprio Senhor nos mandou pedir, pois é a um Pai que
nos dirigimos: “Pedi e recebereis; buscai e achareis; batei e a porta vos será
aberta. Pois todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate,
abrir-se-á.” (Mt 7,7-8.)
O céu deve ser desejado, como a alma
apaixonada de S. João da Cruz:
“Mostra tua
presença!
Mate-me a
tua vista e formosura;
Olha que
esta doença
De amor
jamais se cura,
A não ser
com a presença e com a figura.
(Canção XI)
Orai sem
cessar: “Quando irei contemplar a Face de Deus?” (Sl 42,3)
Texto de Antônio Carlos Santini, da
Comunidade Católica Nova Aliança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário