quarta-feira, 15 de agosto de 2018

PALAVRA DE VIDA


 Quando dois ou três se reúnem... (Mt 18,15-20)
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            Ao se despedir dos discípulos, o Senhor garantiu: “Eis que estou convosco até o fim dos tempos”. (Mt 28,20b) Há, porém, várias formas da “presença” de Cristo entre nós. Ele está presente em sua Palavra (Lc 10,16), presente na Eucaristia (Mc 14,22), presente nos que sofrem (Mt 25,40).

            Mas há uma presença especial de Cristo na Igreja, quando os irmãos se reúnem em oração: “Quando dois ou três se reúnem em meu Nome, eu estou ali no meio deles”. (Mt 18,20)
            Esta promessa de Jesus deita por terra aquela “opinião” de quem afirma: “Para rezar, não preciso ir à Igreja. Eu rezo sozinho em meu quarto”. Claro, Deus pode ouvir a oração solitária nas sombras do quarto escuro, mas não temos a garantia que nos foi dada: a presença do Senhor na luminosa reunião dos irmãos em prece. No quarto, rezo em meu nome; na comunidade reunida, rezamos em Nome do Senhor.
            Quando Maria e José faziam suas orações em Nazaré, Jesus estava no meio deles. Quando Moisés e Elias se manifestaram no Tabor, Jesus estava no meio deles. Quando as mulheres e João se uniram aos pés da Cruz, Jesus estava no meio deles. Quando os dois de Emaús tiveram seus olhos abertos em plena refeição, Jesus estava no meio deles. Quando Marta e Maria se uniram a Jesus, Lázaro foi reanimado e devolvido à vida.
            Hébert Roux comenta que a oração cristã pode ousar pedir a Deus seja lá o que for, sem limitações, mas com dupla condição: 1) o “acordo” [reunião de corações] daqueles que estão em oração; 2) a “presença” de Jesus, em nome de quem a oração tem acesso junto ao Pai que está nos céus.
            “Quando duas pessoas se mantêm unidas sobre o único terreno sólido da graça, elas se reconhecem unidas pela mesma misericórdia, o mesmo perdão que as torna irmãos, filhos do mesmo Pai.” E o Pai, que ouve, em uníssono, a voz dos filhos, configurados com o Filho, acolherá com alegria a súplica que se ergue da poeira da terra.
            Dizer “dois ou três” vale dizer “a Igreja” – essa comunidade de fiéis que supera as barreiras do individualismo e da solidão, iniciando, desde já, a experiência da comunhão com Deus na eternidade.
            E o Deus único, mas também família divina, abre-se imensamente à família humana que sabe dizer: “nós”...
Orai sem cessar: “Ele está no meio de nós!” (Da oração eucarística)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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