Graças às
suas chagas... (Is 52,13-53,
12)
Nesta passagem de Isaías, temos o 4º
Cântico do Servo de Yahweh, que se reveste de um traço excepcional: é a única
passagem de toda a Escritura em que se fala de um sacrifício expiatório
realizado com uma vítima humana. Por isso mesmo, autêntica antecipação da Paixão
e Morte de Nosso Senhor.
Ao contrário da pretensão de alguns
exegetas, o “Servo de Yahweh” não é o povo de Israel em seu conjunto –
afirma Urs von Balthasar -, pois não seria capaz de expiar o próprio pecado,
quanto mais o pecado de toda a humanidade! Já o cristão, aos pés da cruz,
conhece bem o seu nome. E reconhece em Jesus o único mediador, o pontífice
(fabricante de pontes!) que une de novo o coração do Pai ao coração dos homens.
Contemplando seu amoroso sacrifício,
citado em Hb 10,12, escrevi o soneto “Uma só vez...”
Uma só vez Ele morreu por mim
Qual vítima inocente na montanha:
A inundação da Graça foi tamanha,
Que o antigo sacrifício teve fim!
Uma só vez Ele se deu assim
Nas mãos odiosas de uma
turba estranha,
E quanto mais a multidão se
assanha,
Mais amoroso Ele renova o
SIM...
Se as mãos são perfuradas pelos cravos,
O Sangue corre, a libertar escravos,
Como um rio de vida para o mar...
E, lavando o pecado dos
humanos,
Purifica os profundos
oceanos
Do coração que, agora, pode
amar...
Orai sem cessar: “Junto
de vós, Senhor, me refugio!” (Sl 31,2)
Texto e poema de Antônio Carlos Santini, da Com.
Católica Nova Aliança.
Nenhum comentário:
Postar um comentário