sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

PALAVRA DE VIDA


 Feliz aquela que acreditou! (Lc 1,39-45)
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               O tema da “felicidade” é uma das ideias condutoras da era moderna. De um lado, os céticos, afirmando que a felicidade é uma ilusão, um sonho impossível neste planeta enfumaçado. Um dos bordões correntes garante que “felicidade são momentos”... Nada que dure...

               No polo oposto, encontramos aqueles que adotam a felicidade como ideal prioritário, entendendo-a como um alvo a ser conquistado a todo preço, a qualquer custo, doa a quem doer. Claro que este libertino excesso de individualismo nos transformaria em lobos rapaces, verdadeiras ameaças para o próximo e para a sociedade.
               Ora, um exame mais atento da história humana acabará por encontrar pessoas realmente felizes, ainda que trilhando diferentes caminhos. Francisco de Assis, na Idade Média, achou a felicidade no desapego dos bens materiais. Teresa de Calcutá, em nossos dias, encontrou-a no serviço aos mais pobres. Todos eles, no entanto, tornaram-se felizes por um ato de fé.
               É o caso do Evangelho de hoje, quando, intimamente iluminada pelo Espírito Santo, Isabel exclama para a visitante: “Feliz és tu, que creste, porque se há de cumprir aquilo que te foi dito da parte do Senhor!” Deus tinha uma missão para Maria – ser a Mãe do Salvador -, mas esta missão seria impossível sem o ato de fé, sem a aposta que ela fez diante da proposta divina.
               Parece que nem sempre percebemos que o ato de fé seja o ponto de encontro com a sonhada felicidade. Não que os fiéis não tenham problemas, mas, ao apostarem tudo em Deus, passam a contar com a graça divina, sem a qual é mais fácil encontrar os portões do inferno do que as bem-aventuranças eternas.
               Se alguém ainda duvida, leia os relatos de tantos convertidos que registraram seu encontro com Deus e a felicidade daí resultante. Na extensa fileira, figura o Saulo da estrada de Damasco, o Agostinho das “Confissões”, o Thomas Merton de “A Montanha dos Sete Patamares”, o C.S.Lewis de “Suprised by Joy”, o Jacques Loew de “Meu Deus em quem confio”, o André Frossard de “Deus existe, eu o encontrei!
               A lista é imensa. Em todos eles uma constante: um encontro com Deus, um ato de fé e... uma vida transfigurada. A todos eles, Isabel repetiria as mesmas palavras: “Feliz és tu, que creste!”

Orai sem cessar: “Eu sei em quem acreditei!” (2Tm 1,12)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

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